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sábado, 14 de abril de 2012

CINEMA – Xingu (por Marcio Quintella)

Uma Saga Que Merece Respeito !


     Muito da história do Brasil talvez ainda não seja de conhecimento do povo brasileiro. Xingu vem de encontro à necessidade de contar a história dos irmãos Villas Boas e sua luta pela humanização dos índios e das tribos das quais eles faziam parte, pois a grande maioria de nós desconhece essa passagem de nossa história.
     Nos idos da década de 40, três irmãos idealistas decidem partir com a Expedição Roncador-Xingu rumo ao Brasil Central. Orlando, Cláudio e Leonardo abandonam o conforto de suas vidas para se embrenharem no mato e arriscar suas vidas (eles tiveram mais de 200 crises de malária !) em prol da criação de um espaço para as tribos indígenas que ali habitavam, que mais tarde viria a se tornar o Parque Nacional do Xingu.

sábado, 5 de novembro de 2011

CINEMA - O Palhaço (por Marcio Quintella)

E o Palhaço, o que é ? Leiam, que vale a pena !


     Palhaço, clown, bufão, saltimbanco...Muitos nomes, vários rostos, um só olhar, numa só direção: o público.
     Conheci muitos palhaços na vida: Carequinha, Arrelia, Piolim, outros não tão famosos, mas que possuíam a magia de transformar a triste face de uma criança num espelho de felicidade. Às vezes podiam estar com o coração triste, mas o que emanava de seu semblante era algo iluminado.
     E a história de O Palhaço é sobre um artista com a alma triste e incompleta. Benjamin, cujo alter-ego é o palhaço Pangaré, é um homem perdido que busca uma razão para voltar a sorrir, afrontado por sonhos que possuem o alívio para sua agonia, numa catarse quase que felliniana. Cercado desses fantasmas, ele vai procurar, fora de seu mundo, uma solução para o que lhe aflige.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Estômago



Há pérolas do cinema nacional que, por mais premiada e reconhecida que seja em alguns níveis, não conta com uma distribuição de um Tropa de Elite ou E se Fosse Você da vida.


Estômago é de 2007. Uma comédia de humor negro tão bem orquestrada, que ao final da exibição você se pergunta como demorou tanto pra saber da existência.

Tão inocente quanto despretensioso, conhecemos Nonato (João Miguel), nordestino à deriva num metrópele que passa a trabalhar num boteco a troco de comida e lugar pra dormir. Com um talento nato pra culinária que ele mesmo nem desconfiava, acaba revolucionando o lugar com uma simples coxinha, até chamar a atenção de um dono de restaurante de verdade que lhe oferece um cardápio melhor de possibilidades. Brilhante e ao mesmo tempo um paquiderme, Nonato enxerga na vida apenas o que o braço alcança com seus apegos pouco exigentes e mesmo assim, seletivos. Sua história é contada em duas linhas temporais, na segunda delas, Nonato está na prisão. Leia mais...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

TRAILER - Bruna Surfistinha

Ou: o que fazer com 13ª (me refiro a versão da  Deborah Secco)

Ha ha ha ha! Você é inteligente, você estudou e/ou trabalha até o limite, dorme cada vez menos, sabe mexer talentosamente num monte de programas, entende de filosofia, ciência e artes... quiçá física quântica,   mas você  NÃO VAI TER UM FILME FALANDO DA TUA VIDA!! (Tipo eu...)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

CINEMA - Tropa de Elite 2 (por Marcio Quintella)






Um é Bom, Dois Está ótimo...


Maior sensação do cinema nacional da atualidade, Tropa de Elite 2 pode ser considerado um genuíno blockbuster brasileiro. Além de ter os ingredientes necessários para isso (ação, apelo popular, carisma dos personagens), o filme é continuação de outro sucesso, uma vez que o já notório Capitão Nascimento, agora Tenente-Coronel, Mathias & Cia. Ltda. deixaram claro que retornariam para mais uma aventura. Aventura essa que é mais cerebral e ideológica do que física e de força.

sábado, 30 de outubro de 2010

Crítica - Tropa de Elite 2 (por Urbano)



Uma mensagem que vai além da política e um filme de ação como poucos.


Vamos falar de encanto. Quando criança, era um prazer enfrentar filas de cinema com irmãos mais velhos que me levavam pra assistir Trapalhões. "Tempo" era uma coisa que ainda não estava  extinta nos anos 80. Enfrentar fila por entretenimento não era necessariamente aborrecido. Naquela época, filme com Renato Aragão era sim sinônimo de qualidade e desprendimento e não uma metralhadora demagoga. Mas também era época de ôba ôba; o cinema nacional com uma exceção ou outra trazia a mesmice de palavrões gratuitos, elite usando drogas e perdoem a palavra; apenas putaria da pior qualidade.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

CINEMA - Os Mercenários (por Urbano)

Muita arma, pouca munição


Uma coisa é saber de antemão que o filme não é essa coca-cola toda e assistir por saudosismo sem exigir muito. Ninguém em sã consciência esperava algo "sublime" após os trailers e a sinopse batidíssima. Numa ilha, o ditador latino é um bundão corrompido por americanos sem coração e uma trupe de mercenários bem intencionados vai lá resolver.
Vamos ser curtos: o que vale o filme são as ótimas cenas iniciais de ação e o breve crossover do trio  Stalonne, Schwazzenegger e Bruce Willis. Passado esse ponto, você pode tomar um café e se distrair porque não há 1segundo de cena interessante.

Sobre a polêmica dos macacos eu digo o seguinte: uma pessoa conhecida trabalhou próximo as filmagens de Mercenários relatou o quanto os "gringos" eram tranquilos e gente fina e o quanto era intragável e arrogante o comportamento de vários brasileiros que estavam na produção em relação a outros brasileiros mesmo. Se é real, vá saber o retrato que os profissionais passaram. Seja como for, o filme é fraco. Lamentavelmente fraco.

Nota: 4 atmospheras.


Leia também: Os Mercenários (por Márcio Quintella)
Predadores

sábado, 4 de setembro de 2010

CINEMA - 5X Favela, Agora Por Nós Mesmos


Crônicas da Realidade
Vou fazer uma confissão abertamente: o cinema brasileiro nunca me encheu os olhos, nunca morri de amores por ele. Só que essa opinião vem mudando de uns tempos pra cá, depois que descobri algumas "pérolas" nas produções nacionais, como Divã, Estômago, Salve Geral, Chico Xavier, bons documentários, etc...
5X Favela, Agora Por Nós Mesmos também é uma boa exceção, trazendo cinco histórias que poderiam ter saído de uma página de jornal, sobre o cotidiano de qualquer morro carioca. Sua versão original, de 1961, contava com nomes ainda iniciantes no cinema brasileiro: Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirzman, Marcos Farias e Miguel Borges. A versão atual ficou sob a batuta de Diegues na produção, e a turma dos grupos Cidadela/Cinemaneiro, CUFA, Afroreggae, Observatório de Favelas e Nós No Morro levou à tela tudo o que aprendeu nas oficinas ministradas por nomes como Nelson Pereira dos Santos, Fernando Meirelles e Walter Salles, criando os roteiros e dirigindo todas as histórias , com destaque para Concerto Para Violino, conduzida com segurança por Luciano Vidigal, um cruel retrato da realidade, que pode ocorrer em qualquer comunidade. No elenco, alguns nomes conhecidos como Hugo Carvana, Thiago Martins e Roberta Rodrigues garantem boa qualidade de atuação.
Enfim, 5X Favela merece ser valorizado por sua contagiante forma de narrar o dia-a-dia de lugares tão próximos e tão distantes de nossas vidas.
Nota: 9 atmospheras !

quinta-feira, 22 de julho de 2010

TRAILER - Bruna Surfistinha

Garota software (tô ciente que vão copiar)
Deborah Secco (e a todo vapor... ok, essa  foi ruim ...) tentou ficar menos bonita pra interpretar Bruna Surfistinha. Funcionou não, os quilos a mais deixaram ela bem gostosa. Bruna é uma designer gráfico, ilustradora... ops, desculpe a confusão, prostituta que escreveu detalhes de seu trabalho como outro qualquer e de sua vida, e ficou famosa por isso. Aproveito  é conto que um amigo meu foi cliente da moça e... gostou do investimento não... enfim, estarei lá pra conferir o filme!



Veja também:
Playboy "homenageia" Saramago
Crítica de O Preço da Traição

segunda-feira, 26 de abril de 2010

CINEMA - Chico Xavier (por Márcio Quintella)

Há Um Filme Amigo Entre Nós...

Primeiramente, uma declaração: sou católico, apostólico, romano, praticante, não sigo a doutrina espírita nem acredito na reencarnação ou na comunicação com o mundo dos mortos.
Partindo desse princípio, assisti Chico Xavier - O Filme com um pé atrás. Será que ele vai me catequisar ? Será que vai dar mais ênfase ao espiritismo do que ao próprio Chico ? Uma das principais produções nacionais desse ano, Chico Xavier consegue ser totalmente imparcial. Tudo bem que não se pode dissociar um dos mais famosos médiuns do mundo da doutrina fundada por Alan Kardec, e vice-versa. Mas o filme narra de forma clara e correta sua vida em três fases distintas: o garoto que não entendia as coisas que lhe aconteciam, o jovem que iniciou-se na doutrina espírita e o homem que tornou-se referência para seus seguidores, na incansável busca pela comuicação e entendimento do mundo além da vida.
Daniel Filho, que errou feio com Se Eu Fosse Você 2, conseguiu concentrar-se na pessoa do médium, sem querer mostrar as características do espiritismo. O filme mostra também, de maneira muito superficial, sua ligação com Emmanuel, seu mais atuante guia espiritual. Com isso tudo, Chico Xavier é um bom filme informativo, e não uma mera obra biográfica. Mostra momentos marcantes e importantes da vida do médium e, assim, consegue expor, de várias formas, suas virtudes e, também, falhas como ser humano.
No elenco, obviamente, Nelson Xavier não interpreta, mas sim É, com todas as nuances, Chico Xavier. Ângelo Antonio e Matheus Costa, respectivamente Chico jovem/adulto e criança, cumprem sua função, vestindo corretamente a pele do médium. Além deles, Toni Ramos, Cristiane Torloni, Giulia Gam e Letícia Sabatella são os destaques menores, mas competentes.
Amparado pela sutil trilha sonora do monstro Egberto Gismonti, Chico Xavier - O Filme consegue ser isento de propaganda pelo espiritismo, e abraça fielmente seu mais importante representante no Brasil e, quem sabe, no mundo.

Nota: 8,5 atmospheras !

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Trailer - Chico Xavier

Vou ser bem honesto... não acredito numa vírgula do espiritismo.E lembro daquele personagem médium (bold, semi-bold, oblique...)do Jô Soares que tinha uma antena na cabeça pra captar os espíritos. Era muito engraçado. Seja como for, é inegável a popularidade do Chico Xavier e, sim, merece um filme. Vou assistir (espero que com boa transmissão).

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Assisti Depois: Divã

Boa surpresa atrasada

Ôa, não me atire tomates; tem comentários de filmes mais recentes como Avatar (fraquim, fraquim) e a listas dos 10 mais e 10 menos de 2009 mais abaixo. Acontece que não dá pra assistir ou mesmo comentar tudo, mas estou me esforçando, combinado?

Senta que lá vem história; sabe aquelas propagandas de teatro que conseguem fazer tudo, menos dar vontade da gente ir ao teatro? aquelas mesmas horríves que as pessoas parecem dementes, exageradas e bobas falando todas juntas dizendo que é imperdível e tal? pois é. Esse foi o motivo de eu ter empurrado Divã mais pra frente. Quando na propaganada aparece a Lília Cabral falando do filme, me transmitiu uma idéia forçada... parecia as tais propagandas de teatro. Destruiu qualquer vontade que hipotéticamente eu teria de conferir o filme. Alguém me faça o favor de acessorar melhor a moça. Tudo que li nas entrelinhas é que era improvável do filme ser bom. Soma-se a isso um elenco global que inclui o Brandon Routh, digo, Reinaldo Gianecchini e outros atores manjadíssimos. Pois bem: macacos mordam o Popeye: o filme é bom! Nada de outro mundo, mas engraçado, carismático e que merece ser visto. Sei que se eu falar do elenco vai acabar te afastando mais. Tem por exemplo o José Mayer, aquele senhor que fala meia dúzia de coisas e hipnotiza ninfetas em novelas. Aqui, ele foge da rotina e interpreta!

Na história a Mercedez (Lília),que tem a vida quadradinha com marido e filhos, vai a um analista e num tropeço de autoconhecimento, se permite ousar mais quebrando a linha reta que seguia sem novidades. A graça nesse filme do José Alvarenga Jr, é na competência em mostrar despretensiosamente, situações hilárias e até dramáticas extraídas do cotidiano. A narração da Lília compondo uma imagem triste logo na abertura te conquistam fácil. Dali é se deixar carregar pela ambientação e direção de elenco que não falham. O momento de rir, o momento de se assustar... exagerado onde tem de ser, tudo num bom balanço natural. Fica o desejo de se ter mais uns 15 minutos pra desfrutar melhor de uma coisa bem feita do nosso cinema.

7,5 atmospheras

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

TRAILER - Lula, Filho do Brasil

Vai que você não viu. O trailer é bom. O filme, só conferindo mesmo, mas que dá vontade de ver, certamente. Não suporto um segundo de música sertaneja e considero 2 Filhos de Francisco, uma competência exemplar. Vamos ver o que fizeram com Lula Molusco, digo, com o Senhor Presidente.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

CINEMA – Herbert de Perto


POR TRÁS DAS CÂMERAS TEM UM CARA LEGAL, NUM FILME LEGAL !

De novo, um documentário.
De novo, o rock.
De novo, um nome.
Sou meio suspeito pra falar dos Paralamas, pois é o som que escuto desde a transição entre adolescência e a fase adulta.
No documentário de Roberto Berliner, do curta “A Pessoa É Para O Que Nasce”, e Pedro Bronz, Herbert e o grupo, originalmente formado em Brasília, são descascados que nem cebola, expondo camadas distintas de suas histórias. Mantendo o foco principal no guitarrista, a narrativa se baseia em fatos documentados desde a formação do trio, pontuada pelos “hits” que tornaram os Paralamas uma das figuras centrais do rock brasileiro, tais como “Óculos”, “Patrulha Noturna”, “Alagados”, “Meu Erro” e outros.
Sem se perder na pieguice, o filme mostra a relação entre Herbert e sua falecida esposa, Lucy. Alguém poderia até dizer pro cara: “Nessa parte você chora e diz que tem saudades...”. Mas não, o filme é frio e informativo. Herbert é uma figura sólida, apesar do acidente. Tudo o que diz no filme é consistente. Alguns podem dizer que ele é pedante, mas perto de outras figuras do rock e da MPB, ele é até humilde. Se o compararmos a Cazuza, Lulu Santos e Caetano, o homem é um monge beneditino !
Destacando LPs de peso na carreira, o filme esquece alguns trabalhos como “Os Grãos” e “Big Bang”, mas isso não compromete, já que não perde o ritmo da história. O drama do acidente e sua recuperação no hospital e centros de reabilitação também são mostrados de forma nua e crua, sem espaço pra lágrimas ou expressões do tipo: “Coitado...”
No fim, um bom filme pra ter noção de como a banda escalou as pedras turtuosas do sucesso e se impôs diante da mídia.

Nota: Atmosphera 9 !

terça-feira, 23 de junho de 2009

CINEMA - A Mulher Invisível

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Um segundo que eu já vou!
Não dei muita bola pra esse filme a princípio. Não assisti trailers e nem criei expectativas. Tenho verdadeiro desprezo pelo filme Se Eu Fosse Você. Pensei sozinho e comigo mesmo: se eu fosse eu, não veria esse filme, como eu sou realmente, então não assisti mesmo e fiz questão de tampouco saber da sequência. Me descreveram a tal melhor cena de Se Eu Fosse, e é simplesmente um plágio deslavado do filme Garota Veneno com Rob Schneider. Aí mesmo é que não quis saber desse troço nem de graça. Pra vocês terem uma idéia de como sei ser empacado quando me compete. Pra me fazer mudar de idéia tem de ser algo muito poderoso.

É mais forte que eu
Foi completamente por motivo de bu... ahnn... por motivo de força maior que acabei vendo A Mulher Invisível. E não é que é bom? Tinha tudo pra dar errado; pegaram Luana Piovani, uma das atrizes mais babacas e arrogantes de toda a era mezozóica. Juntaram com Selton Mello, sujeito que há muito tempo esqueceu o que era interpretar e novamente repete o mesmo papel com o exato mesmo jeito de falar rápido e desacelerado (única coisa que dominou e do qual não arreda pé), as mesmas gags, os mesmo maneirismos... aliás, estou sendo injusto, ele está diferente sim; cada vez mais perto de uma obesidade mórbida. E no comando, Cláudio Torres, diretor do chaaatooo... uaAAhhhh... Redentor; filme com Miguel Falabella de 2004. Era pra ser ruim... mas não é!! A Mulher Invisível é um tipo de Além da Imaginação nacional na medida. Muito provavelmente inspirado em Galáctica, na qual o personagem Gaius Baltar vê a todo tempo a cylon gostosa. Mesmo que o fim da história seja uma marcada previsível, seu desenrolar e os caminhos que levam até ele não seguem os padrões tradicionais. Temos surpresas e graça em desvios. É bem engraçado e até encantador em alguns momentos. Cláudio Torres soube acertar brilhantemente a criatividade do enredo com o tempo de um protagonista deficiente ao passo que todo o restante do elenco foi afinadíssimo (com exceção de Fernanda Torres que nem tenta interpretar algo). E, sim ainda a acho uma besta, mas Luana Piovani interpretou muito talentosamente, não dá pra negar e... amigos, ela tá bem gostosa. Me desculpem, mas está mesmo. Pode ir lá gastar seu ingresso.

Por: Urbano

http://wwws.br.warnerbros.com/amulherinvisivel/site/?