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domingo, 9 de junho de 2013

CINEMA – Mostra “Jornada nas Estrelas – Brasil: A Fronteira Final”

Indo Onde Todo Fã Ousará Ir!


     Tremei, Klingons! A tripulação da Enterprise desembarcará no Rio de Janeiro para uma mostra de filmes, tanto do cinema, séries de televisão e documentários.
     A partir da próxima terça-feira (11/06), e indo até o dia 23/06, os fãs e admiradores de uma das maiores sagas espaciais que se tem conhecimento poderão assistir à, aproximadamente, 18 produções distintas, passeando pelos mais diversos temas que envolvem esse imponente clássico da ficção científica, com SpockKirkSrta. UhuraSr. SuluScotchChecov e o indefectível Dr. Leonard “Bones” McCoy. O evento ocorrerá na Caixa Cultural, localizada na Agência Central da Caixa Econômica, no Centro do Rio, localizada à Avenida Almirante Barroso.


Vida longa e prosperem!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

CINEMA – Herbert de Perto


POR TRÁS DAS CÂMERAS TEM UM CARA LEGAL, NUM FILME LEGAL !

De novo, um documentário.
De novo, o rock.
De novo, um nome.
Sou meio suspeito pra falar dos Paralamas, pois é o som que escuto desde a transição entre adolescência e a fase adulta.
No documentário de Roberto Berliner, do curta “A Pessoa É Para O Que Nasce”, e Pedro Bronz, Herbert e o grupo, originalmente formado em Brasília, são descascados que nem cebola, expondo camadas distintas de suas histórias. Mantendo o foco principal no guitarrista, a narrativa se baseia em fatos documentados desde a formação do trio, pontuada pelos “hits” que tornaram os Paralamas uma das figuras centrais do rock brasileiro, tais como “Óculos”, “Patrulha Noturna”, “Alagados”, “Meu Erro” e outros.
Sem se perder na pieguice, o filme mostra a relação entre Herbert e sua falecida esposa, Lucy. Alguém poderia até dizer pro cara: “Nessa parte você chora e diz que tem saudades...”. Mas não, o filme é frio e informativo. Herbert é uma figura sólida, apesar do acidente. Tudo o que diz no filme é consistente. Alguns podem dizer que ele é pedante, mas perto de outras figuras do rock e da MPB, ele é até humilde. Se o compararmos a Cazuza, Lulu Santos e Caetano, o homem é um monge beneditino !
Destacando LPs de peso na carreira, o filme esquece alguns trabalhos como “Os Grãos” e “Big Bang”, mas isso não compromete, já que não perde o ritmo da história. O drama do acidente e sua recuperação no hospital e centros de reabilitação também são mostrados de forma nua e crua, sem espaço pra lágrimas ou expressões do tipo: “Coitado...”
No fim, um bom filme pra ter noção de como a banda escalou as pedras turtuosas do sucesso e se impôs diante da mídia.

Nota: Atmosphera 9 !

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

DOCUMENTÁRIO - Religulous

Verdadeiramente imperdível!
Os escritores dos evangelhos nunca conheceram Jesus. O que todo pastor e padre com um mínimo de conhecimento em sua área sabe, mas não sei de nenhum que diga a não ser quando perguntado (e olhe lá!) é que os evangelhos foram escritos não por Mateus, Marcos, Lucas e João, mas por grupos de pessoas mais de 40 anos após a data da morte de Cristo. Ou seja, nada nos evangelhos foi relato de testemunha ocular. Nada, nadinha. Nadica de pitibiriba.

E vamos ser honestos? digamos que tivesse: não faria a menor diferença. O cristianismo e boa parte das religiões prega sofrimento como caminho para salvação. Salvação... de que?? do pecado de desobediência que Adão cometeu e por conseguinte já nasci errado? por conta de uma coisa que nem fiz? Ele que acertasse as contas com Adão, eu não tenho nada a haver com isso. Prega-se sofrimento porque o povão sempre sofreu e a religião é um condicionador muito lucrativo disso.

Como diz Bill Maher em Religulous: "religião é vender (literalmente, porque sempre envolve dinheiro) um produto invisível, é muito fácil." Dirigido por Larry Charles de Borat, Bill Maher brilha numa inteligência aguda e reagente. Deveras carismático, seu documentário não se atém a dados técnicos, ele chega até as pessoas e as provoca em suas próprias determinações. Rebate na lata toda réplica e quase sempre as pessoas não tem o que responder. Até o momento final, o documentário é muitíssimo divertido. É quando chega a mensagem de Maher nos lembrando o que de nocivo a religião já infectou ao mundo, o que ainda causa e o quanto é perigosa em nosso futuro. Não perca este de jeito nenhum!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

CINEMA - Coração Vagabundo

De Perto, Ele É Normal

É possível que alguém já tenha usado o título aí de cima para falar do filme "Coração Vagabundo", de Fernando Grostein Andrade, sobre Caetano Veloso. Parodiando o famoso verso de "Vaca Profana" ("De perto, ninguém é normal"), o que vemos no documentário é um homem que é artista, e não o contrário. Isso quer dizer que Caetano é, antes de tudo, um ser humano como qualquer um de nós, com alegrias, angústias, tristezas, convicções, incertezas. E mesmo prosaico. O próprio cantor, em determinado momento, fala da decepção de algumas pessoas ao conhecê-lo, pois percebem que ele não é alguém inatingível, dono de um mistério permanente que se revela em forma de arte, imagem que certos artistas gostam de ostentar.

Diferentemente de muitos de seus colegas de geração, Caetano soube se recriar, realizando trabalhos tão distintos quanto inovadores e surpreendentes. Mantém-se relevante. Basta ouvir os seus três últimos álbuns de estúdio e compará-los com os anteriores e com a produção atual na MPB. O compositor tem sido mais radical musicalmente do que qualquer banda de rock brasileira de hoje. O último disco, "Zii e Zie", vai além do predecessor, "Cê", que já causara certo estranhamento em muita gente. Isso mostra uma inquietude extremamente saudável ao fazer artístico. Aos 67 anos, Caetano é uma verdadeira pedra rolante, desbancando a titia Jagger.

O competente Fernando retrata um Caetano por ele mesmo. Não há entrevistas formais como num documentário tradicional. Acompanhando as turnês nos Estados Unidos e no Japão do soberbo "A Foreign Sound", o filme traz imagens de shows, bastidores e programas de TV que mostram não só o profissionalismo do baiano, mas também suas fraquezas e idiossincrasias. Vemos desde a sua insegurança com relação ao domínio da língua inglesa à recusa em se deixar maquiar para uma atração televisiva. Porém, a câmera sempre em movimento, ávida, do jovem cineasta também expõe um Caetano Veloso fragilizado emocionalmente. Naquele momento, começava a ruir o seu badalado casamento com a empresária e produtora Paula Lavigne. Há cenas reveladoras sobre isso, como as em que os dois aparecem no apartamento americano do cantor. Eles riem, brincam, mas existe algo ali que não vai muito bem. A cena em que Caetano chora e se cala debruçado sobre um muro grita essas coisas silenciosamente.

"Coração Vagabundo" também serve para constatar o que muitos brasileiros fingem, ou não querem, reconhecer: a importância de Caetano como artista universal. Não apenas porque um monge budista no Japão ama a canção que dá título ao filme, tampouco porque recebe críticas elogiosas do "New York Times", mas porque sua Obra se impõe. Não à toa, o All Music, um dos melhores sites sobre música existentes, escreve isto sobre o autor de "Trilhos Urbanos":

"A true heavyweight, Caetano Veloso is a pop musician/poet/filmmaker/political activist whose stature in the pantheon of international pop musicians is on a par with that of Bob Dylan, Bob Marley, and Lennon/McCartney. And even the most cursory listen to his recorded output over the last few decades proves that this is no exaggeration".