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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

CINEMA – O Impossível (por Marcio Quintella)


Nem Tão Fundo, Nem Tão Raso.

     Tragédias pessoais sempre nos transportam para o coração de quem as viveu, de uma forma mais intensa ou não. Sendo assim, às vezes podemos sentir quase que na pele o drama pelo qual elas foram submetidas, suas angústias, medos e perdas pessoais.
     O Impossível nos faz viver um pouco algumas dessas emoções, ao contar a improvável história de uma família que é vítima de uma das maiores tragédias naturais do mundo contemporâneo: o tsunami ocorrido do Oceano Índico, no dia 26 de dezembro de 2004. De férias na Tailândia, Maria (Naomi Watts), Henry (Ewan McGregor) e seus três filhos são pegos de surpresa pelas enormes ondas que devastam o resort em que estavam hospedados, sendo separados uns dos outros. Maria e Lucas, o filho mais velho (vivido por Tom Holland), são arrastados para um lado da ilha de Pukhet, e Henry encontra os dois filhos, Thomas e Simon, e são jogados para uma parte oposta. Começa aí o relato cruel de uma busca incessante de uma família ao reencontro, sem saber se marido, esposa e filhos estão vivos.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

CINEMA – Argo (por Marcio Quintella)

Assim É Se Lhe Parece

     O terror, como forma de intimidação. O terror, como forma de sobrepujância. O terror que é mostrado por grupos e facções ao redor do mundo sempre causa desconforto, raiva, medo. Mas não é para fazer uma análise geo-política que estou escrevendo essas linhas iniciais. Isso serve para ilustrar um pouco a história de Argo, dirigido e estrelado por Ben Affleck.
     Na década de 80, a revolução no Irã estava “bombando”, e os radicais islâmicos queriam a rendição e retorno imediato do Xá Reza Pahlavi. Pelo fato dele ter o apoio de americanos e ingleses, a embaixada dos EUA foi invadida por rebeldes islâmicos. Seis funcionários conseguem escapar e pedem asilo na embaixada do Canadá, onde permaneceram escondidos, na condição de refugiados e “criminosos contra o Islã”. É aí que o agente da CIA Tony Mendez, com vasta experiência em resgate (no filme, chamado de “exfiltração”), surge com a ideia de produzir um filme, com locações no Irã, e fazer dos refugiados a equipe técnica da produção de Argo, a suposta ficção científica que será filmada no país do Aiatolá.

domingo, 11 de março de 2012

CINEMA - A Invenção de Hugo Cabret (por Marcio Quintella)

Cinema Que Homenageia o Cinema Que Emociona o Cinema !


     Quando assisti a Cinema Paradiso, pensei que nunca mais veria uma homenagem tão fabulosa ao cinema. Estava enganado. Hugo, que por aqui teve o indevido nome de A Invenção de Hugo Cabret, é uma declaração de amor ao cinema embrião, o cinema feito com poucos recursos, mas com muita sensibilidade. Cinema feito por aqueles que acreditavam que, um dia, a sétima arte apaixonaria milhões de pessoas, com suas histórias mágicas e truques bem elaborados.
     O universo do pequeno Hugo Cabret é construído em cima de um sonho que vai tomando forma à medida que a realidade se apresenta ao protagonista do filme. E, para construir a realidade tão desejada, ele conta com um amigo especial, o recluso cineasta Georges Méliès. Através da lente humana de Méliès, Hugo vai conhecendo os segredos do legado deixado por seu pai (uma passagem simples mas marcante de Jude Law).

domingo, 12 de fevereiro de 2012

CINEMA - Os Descendentes (por Marcio Quintella)

Nada É O Que Parece !


     O tema “dramas de família” já foi explorado diversas vezes no cinema, em filmes como Kramer x Kramer, Gente Como a Gente, Laços de Ternura e Beleza Americana, todos com suas histórias sobre momentos distintos de uma família americana, no caso.
     Mas se é para falar de drama, não contem com o Sr. Alexander Payne, que já nos brindou com Sideways – Entre Umas e Outras, literalmente. Os Descendentes, seu último trabalho, conta a história de um homem comum, Matt King, e seus vários dilemas: a doença de sua esposa, a relação com as filhas problemáticas e tomar uma importante decisão que pode afetar a vida de habitantes de uma das ilhas do Havaí, que nos é mostrado do ponto de vista humano, e não turístico, sem suas praias paradisíacas e cinematográficas. Ou seja, uma boa propaganda contra o estado, tipo "NÃO VENHA AO HAVAÍ !". O roteiro de Payne e Nat Faxon é até bem escrito, mas daí a ser uma preciosidade...

domingo, 15 de janeiro de 2012

CINEMA - Cavalo de Guerra (por Marcio Quintella)

E Spielberg Não Caiu do Cavalo !


     Steven Spielberg já nos fez chorar várias vezes. Já nos emocionamos na despedida entre um extraterrestre e seu amigo terráqueo em E.T., já derramamos lágrimas de revolta contra o racismo em A Cor Púrpura e já gritamos de ódio diante da intolerância alemã contra os judeus em A Lista de Schindler. Cavalo de Guerra, seu mais recente trabalho, traduz de forma emocionante o significado da amizade entre um animal e seu dono, fazendo com que nossa garganta dê um nó quase desatável. O filme conta a história de Joey, um cavalo puro-sangue, e seu dono, o jovem Albert Narracot. Os dois vão solidificando uma relação homem x animal intensa, que é abruptamente interrompida pela ida de Joey para a guerra. A partir daí, desenrolam-se na tela as aventuras e agruras pelas quais passa o simpático eqüino.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

CRÍTICA - Temple Grandin

Que bom que você existe, HBO!

Pois é amigos, o mundo pode estar sendo tomado por "ô manolo" e "massa véio" da vida... mas existe uma resistência pro entretenimento inteligente que consegue enxergar por cima do imenso muro de mentalidades neobobices que se nutrem com a internet. Se há na indústria uma preocupação em agradar massas (quantidade significa dinheiro) nivelando por baixo com fórmulas mastigadíssimas, HBO é um oásis onde podemos nos divertir sem sermos ofendidos. As vezes a ousadia se traduz em sexo e violência (que graças a boa maestria da HBO é sempre dentro de um contexto) outras vezes em contar uma história que em tese, teria pouco atrativo. Por exemplo,  o que diabos é Temple Grandin e por que eu pararia pra assistir isso?

Claire Danes (Exterminador do Futro 3) interpreta a história real da autista Temple Grandin. Se de cara você se afasta porque um tema "história real" envolvendo drama e doença é promessa de firulas, exageros, chororôs e acima de tudo um filme chato, tô contigo. E por isso mesmo fiquei fisgado já que o filme passa longe disso. Sim, Temple é autista, sua dificuldade de comunicação é enorme e ela ainda lida com uma coisa do qual eu não tenho a menor afinidade: criação de gados. A direção de Mick Jackson te carrega pela história fazendo uso de gráficos bem simples e dinâmicos pra gente entender como é a visão da Temple.

domingo, 12 de junho de 2011

Crítica: Namorados Para Sempre (Blue Valentine)

Um excelente romance/drama e péssima pedida para o Dia dos Namorados.

Vou começar diferente além de não ter posto minha piadinha infame dessa vez. Vou logo dizer minha nota: 10 atmospheras. Fiquei absorvido integralmente pelo filme (reflexo em emoções atuais? não sei). Mas foi como se fizesse parte da mobília, cenário, luz, sombra... sentimentos. Você se sente uma força invisível vivendo ali e não podendo fazer nada pra mudar as coisas. Sim, o filme te afeta. Desde que: ou você não tenha idéia do que se trata ou você saiba exatamente do que se trata. Ser enganado pela tradução errada do título é que não dá. Se o filme se chamasse Meteoro ou Os Smurfs versus a Tartaruga Gigante Gamera, teria tanto a haver como Namorados para Sempre. Ok, admito ter cometido um exagero ou outro. Mas nada a haver não quer dizer o oposto.

O roteiro e a direção de Derek Cianfrance soltam um realismo na interpretação dos atores Ryan Goslim e Michelle Williams que eu não me lembro de ter visto algo parecido a não ser na vida.  A história é contada na linha do presente sendo constantemente oscilada pelo passado. O passado é de como eles se conheceram, como foram se encantando, namorando não sem interferências de coisas ruins e do sacrifício mais de uma parte do que de outra, mas tentando plantar coisas boas. Sim, apenas na ficção é que o sacrifício de um relacionamento é algo equilibrado. Na vida real buscamos essa simetria, mas ela quase nunca (ou nunca mesmo) acontece. É o momento de escolhas do que você vai abrir mão, às vezes entre o que ama e dignidade. Às vezes do que se tem de regra social e do que você verdadeiramente se identifica. Cada qual tem sua odisséia. E o filme optou por esse caminho de pés descalços sobre pedrinhas. E quantas pedrinhas nessa linha do tempo presente onde o encanto parece exaurido no coração da Cindy e sua idéia de valores é tão própria (se é que existe) que Dean tenta ao menos uma compreensão. Mesmo que o filme não tenha lá propostas de grandes reviravoltas, não cabe a mim falar mais e acabar descrevendo cenas; odeio quando fazem isso comigo. Você tem de ver  e sentir. E sem dúvida vai pegar sua fatia de identificação de cada personagem nos pontos onde a vida e a retratação dela se conectam. Mas assisitir esse filme no Dia dos Namorados como algum incentivo, é a pior coisa que alguém poderia fazer em prol do próprio relacionamento. Assistir depois... sim, recomendo totalmente. Que existe romance, existe. Uma visão madura e intimista o suficiente pra te fazer olhar seus próprios pontos com uma distância necessária. Um presente (um tanto amargo talvez) que Derek Cianfrance deu a todos nós que já nos apaixonamos.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Crítica - Reencontrando a Felicidade



Uma Cilada para Cinéfilo Rabbit!


Não tenho dúvida que a adaptação da peça de teatro Rabbit Hole funcione no teatro onde diálogos competem menos com imagens. Na verdade tenho dúvidas sim, mas que sifu. No filme, se tem uma espera, mas o ônibus não vem e você tem de dormir ao relento porque também não passa táxi. E se há alguma relação entre toca de coelho de Alice no País das Maravilhas como se refere o título original, alguém me explique, porque francamente não vi nenhum (não que Reencontrando a Felicidade seja lá algo inspirado) Mas seria  uma pegadinha?


Que se dane a existência ou não de referência, o importante é que o filme funcione de alguma forma. E nesse caso: não. Me pareceu nada mais que laboratório para o elenco.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Cinema - 127 Horas (por Márcio Quintella)

Tirando a Carreira do Buraco ?


Todo diretor gosta de imprimir sua marca nos filmes que dirige. Com Danny Boyle também é assim. O diretor de Cova Rasa, Trainspotting e Quem Quer Ser Um Milionário gosta de cenas com cortes rápidos, “videoclipadas”, com um impacto de cores fortes, e blá, blá, blá. Talvez isso não deponha contra seu mais recente trabalho, 127 Horas, que narra o sufoco pelo qual passou o montanhista, ciclista, praticante de rapel Aron Ralston durante o período que dá o título ao filme, baseado em seu livro, Between a Rock And a Hard Place. Se a obra cinematográfica é fiel à literária ainda não sei, pois o livro só será lançado no Brasil em março desse ano.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Crítica - Cisne Negro (por Urbano)



Natalie Portman é gulosamente tragada por Mila Kunis! Pronto, falei!!



E, sim, essa é a melhor cena de Black Swam. Nada me tira da cabeça que Darren Aronofsky, que pra mim só acertou de verdade com Requiem para um Sonho e no ótimo O Lutador,  como todo nerd, sonha com as beldades mais gostosas da tela fazendo aquelas acrobacias. E Natalie Portman é um alvo certo. Hahahaha! vai me dizer que Aronofsky  fez todo o arcabouço de Cisne Negro a fim de embalar uma história de fantasia esquizofrênica? ele quis foi as duas delícias se pegando! Leia mais

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Crítica - O Concerto (por Urbano)





Cinema europeu tutibão!




Um dos meus filmes de ficção científica predileto é GATTACA, onde num futuro próximo, um homem   trabalhando em limpeza, busca realizar a façanha de se tornar cosmonauta num mundo onde ele nasceu naturalmente cheio de defeitos genéticos e a sociedade privilegia uma seleção artificial das pessoas nascidas com genes "escolhidos" . Portanto, fisicamente mais próximas à perfeição.

  O Concerto embora não tenha nada a haver com sci-fi, me prendeu pela temática de um senhor que trabalha na  limpeza do teatro Bolshoi em Moscou, sonhando em ser maestro.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Crítica - Meu Malvado Favorito

Lançado em DVD a excelente animação Meu Malvado Favorito e eu me torturo por ter deixado passar no cinema.

A gente não consegue assistir tudo na tela grande, rola uma seleção natural (essa foi bem Darwin). E foi num comentário a princípio coerente de um crítico que dizia que o Gru, protagonista de Meu Malvado, era meio que uma cópia do Dr. Evil de Austin Powers que é claro, um amálgama de vilões do 007, que eu decidi esperar o DVD. Isso porque  saturado de Austin Powers, linkei uma coisa a outra.  Bobagem. Há claro uma semelhança com Dr. Evil e claro, há uma semelhança também com Pinguim do Batman. Isso de modo algum desmerece o filme.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Crítica - A Rede Social







Ídolo inescrupuloso


Encontrei uma prima que não via há de 10 anos numa festa. Conversei com ela e na despedida, na intenção de facilitar contato, perguntei se  estava no orkut. A resposta em tom de arrogância (a força é poderosa em minha família) foi de que não queria saber desse negocinho de ficar no computador! que preferia encontrar as pessoas de carne e osso, que esse negócio de ficar isolado numa máquina não está com nada etc, etc, etc... Ok prima. Daqui há 10 anos a gente se esbarra de novo...

Apenas este ano de 2010 eu entrei no Facebook. Demorei. Demorei também a possuir um messenger (até hoje uso bem pouco) a ter blogs, a entrar no twitter e até o próprio orkut. Ainda não uso android e me dei conta de que demorei até mesmo a ter um celular. Tudo partindo do princípio de que não precisava dessas coisas. O que é verdade em certo sentido, mas na minha profissão, isso não é nada menos que essencial. E pra facilitar contato com as pessoas, sim, isso é essencial pra qualquer um civilizado.  Continue lendo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

TRAILER - Árvore da Vida

Com Brad Pitt  e Sean Pen, talvez o diretor Terrence Mallick consiga com Árvore da Vida o que Darren Aronofsky não conseguiu em seu boicotado e talvez por isso chato,  Fonte da Vida.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Crítica - O Garoto de Liverpool







 Apenas bom.


Filmes biográficos são um modo fácil e por isso mesmo muito válido pra gente conhecer mais as personalidades e as circunstâncias que ajudaram a moldá-las. Claro que os fãs dos Beatles já conhecem a história da adolescência de John Lennon, e é sim uma coisa intertessante de se contar ao mundo. Quem escreve aqui não tem a paixão por Beatles, mas quanto mais conheço, mais respeito a revolução ímpar que a banda causou.

Pra quem não é fã, surpresa em saber como era o comporatamento da mãe de John Lennon, o modo e os motivos porque ela o abandonou e a abrupta quebra do drama.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Crítica - Um Homem Misterioso

Fazendo  diferente e oferecendo o de sempre





A proposta do diretor Anton Corbjin em The American no original, me pareceu dar um tom fora da mesmice da glamurização super heróica dos agente assassinos. Ele consegue e até certo ponto é legal. Tem todo um tom agradável que melhora com a nudez da quitute Violant Plácido.

domingo, 5 de dezembro de 2010

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

CINEMA - Karatê Kid

Acertando o golpe!

Reassisti há pouco o Karatê Kid original que ao contrário do que imaginava avançou demais em tudo o que eu lembrava. Desde a originalidade do roteiro, passando pelas atuações perfeitas e o poder da música de Bill Conti, a obra se descortinou atual e madura.

Quando anunciaram a nova versão, tudo prometia ser uma montagem vergonhosa, inda mais tendo Jaden, o filho do Will Smith treinado por Jackie Chan, este especializado em filmes de arte marciais patetas do qual até hoje não aguentei ver 1 completo. 
Que surpresa ao constatar que, apesar de não se comparar ao clássico, o novo Karatê Kid acerta bem mais do que erra o que se tratando de remake, raramente tem acontecido. Mudam-se os personagens, Chan não é o Sr. Myagi, é o Sr. Han e chinês tal qual o cenário onde foram morar o menino Dre Parker e sua mãe. Logo o menino é hostilizado de forma gratuita pelos chineses da escola e acaba salvo por Han que, excepcional em artes marciais, jea estava derrotadíssimo pela vida. Todo o resto é a fórmula do primeiro e segundo filmes do KK original, atualizada com acréscimos da filosofia do kung fu. As erratas do filme são o derrape de uma trilha musical que contém um Justin Bieber e o espaço claustrofóbico que Jackie Chan teve pra desenvolver o Sr. Han. Chan está excelente no papel, o que faltou foram mais situações pro seu personagem. Coisa que Jaden Smith teve de sobra e executou muito bem. Falando em executar bem, James Horner consegue sair de seu moto perpétuo (quem ouve trilhas sonoras sabe o quanto Horner recicla sua trilha de Star Trek 3 pra todos os filmes  posteriores) e faz qualquer coisa peitando Bill Conti

Nota: 7,3 atmospheras!

Veja também: Crítica de Preciosa

sábado, 4 de setembro de 2010

CINEMA - 5X Favela, Agora Por Nós Mesmos


Crônicas da Realidade
Vou fazer uma confissão abertamente: o cinema brasileiro nunca me encheu os olhos, nunca morri de amores por ele. Só que essa opinião vem mudando de uns tempos pra cá, depois que descobri algumas "pérolas" nas produções nacionais, como Divã, Estômago, Salve Geral, Chico Xavier, bons documentários, etc...
5X Favela, Agora Por Nós Mesmos também é uma boa exceção, trazendo cinco histórias que poderiam ter saído de uma página de jornal, sobre o cotidiano de qualquer morro carioca. Sua versão original, de 1961, contava com nomes ainda iniciantes no cinema brasileiro: Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirzman, Marcos Farias e Miguel Borges. A versão atual ficou sob a batuta de Diegues na produção, e a turma dos grupos Cidadela/Cinemaneiro, CUFA, Afroreggae, Observatório de Favelas e Nós No Morro levou à tela tudo o que aprendeu nas oficinas ministradas por nomes como Nelson Pereira dos Santos, Fernando Meirelles e Walter Salles, criando os roteiros e dirigindo todas as histórias , com destaque para Concerto Para Violino, conduzida com segurança por Luciano Vidigal, um cruel retrato da realidade, que pode ocorrer em qualquer comunidade. No elenco, alguns nomes conhecidos como Hugo Carvana, Thiago Martins e Roberta Rodrigues garantem boa qualidade de atuação.
Enfim, 5X Favela merece ser valorizado por sua contagiante forma de narrar o dia-a-dia de lugares tão próximos e tão distantes de nossas vidas.
Nota: 9 atmospheras !

segunda-feira, 26 de abril de 2010

CINEMA - Chico Xavier (por Márcio Quintella)

Há Um Filme Amigo Entre Nós...

Primeiramente, uma declaração: sou católico, apostólico, romano, praticante, não sigo a doutrina espírita nem acredito na reencarnação ou na comunicação com o mundo dos mortos.
Partindo desse princípio, assisti Chico Xavier - O Filme com um pé atrás. Será que ele vai me catequisar ? Será que vai dar mais ênfase ao espiritismo do que ao próprio Chico ? Uma das principais produções nacionais desse ano, Chico Xavier consegue ser totalmente imparcial. Tudo bem que não se pode dissociar um dos mais famosos médiuns do mundo da doutrina fundada por Alan Kardec, e vice-versa. Mas o filme narra de forma clara e correta sua vida em três fases distintas: o garoto que não entendia as coisas que lhe aconteciam, o jovem que iniciou-se na doutrina espírita e o homem que tornou-se referência para seus seguidores, na incansável busca pela comuicação e entendimento do mundo além da vida.
Daniel Filho, que errou feio com Se Eu Fosse Você 2, conseguiu concentrar-se na pessoa do médium, sem querer mostrar as características do espiritismo. O filme mostra também, de maneira muito superficial, sua ligação com Emmanuel, seu mais atuante guia espiritual. Com isso tudo, Chico Xavier é um bom filme informativo, e não uma mera obra biográfica. Mostra momentos marcantes e importantes da vida do médium e, assim, consegue expor, de várias formas, suas virtudes e, também, falhas como ser humano.
No elenco, obviamente, Nelson Xavier não interpreta, mas sim É, com todas as nuances, Chico Xavier. Ângelo Antonio e Matheus Costa, respectivamente Chico jovem/adulto e criança, cumprem sua função, vestindo corretamente a pele do médium. Além deles, Toni Ramos, Cristiane Torloni, Giulia Gam e Letícia Sabatella são os destaques menores, mas competentes.
Amparado pela sutil trilha sonora do monstro Egberto Gismonti, Chico Xavier - O Filme consegue ser isento de propaganda pelo espiritismo, e abraça fielmente seu mais importante representante no Brasil e, quem sabe, no mundo.

Nota: 8,5 atmospheras !